segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quero um abraço.

Quero um abraço, que não seja num momento de cansaço, quero um abraço que me diga o que sinto, o que sentes…
Quero um abraço, que não seja, um gesto, um reflexo, quero um abraço, sentido, vivido e não algo sem nexo.
Quero um abraço.
Como tive, quando olhavas para mim e dizias que não sabias o que fazer comigo. Quero um abraço como um beijo, depositado na minha pálpebra, agredida, no meu "galo" que tanto doía, e que me dava o alívio das dores que sentia.
Quero um abraço, como quando me admiravas, quando me amavas só por existir.
Quero um abraço, de desejo, de saudade, de "ainda bem que estás aqui, comigo.", de "não sei como viver sem ti…"
Quero esse abraço, e não sei o que se passou para o mesmo ser tão distante… estando tão perto, estou tão longe desse abraço!
Quero o teu abraço, como era, quando tudo era nada e quando nada era tudo.
Morro de saudades do teu abraço, do ninho que ele representava, da força que me dava, da esperança que sentia.
Quero o teu abraço……….
Sentido, vivido, não uma obrigação, não algo que "faz parte!"
Quero um abraço, que não seja só por estar perto, quero um abraço sentido, amado.
Quero um abraço que me faça sentir que estou no rumo certo, quero um abraço que reconheça o que faço, mesmo que o que faço, aparentemente, nada seja.
Quero um abraço, que não seja, num momento de cansaço, quero um abraço que me faça vibrar, que me faça sentir, que me faça amar…….como já senti.
Quero um abraço, que me faça lembrar que estamos juntos à tão pouco tempo, quando o que sinto é que estamos juntos há uma eternidade….
Quero um abraço, que reconheça todo o bem que te tenho feito, porque o abraço que te dou é pelo bem que me tens feito.
Quero um abraço que me diga o que represento para ti, numa manhã de natal, numa noite de Ano Novo, no solstício de inverno, na noite de Beltane, ou seja, em tudo o que podes imaginar/inventar/delirar/ Seja o que for!
Mas QUERO UM ABRAÇO QUE ME DIGA ALGO!!!!!!!!!!!!!
Quero um abraço que não seja um anel "despejado" no meio de um abandono, quero um abraço com um anel que me diga o que sentes.
Quero um abraço que venha do coração.
Continuo à espera……
Mas antes disso, dá-me um abraço.
Que não seja por não teres mais ninguém, que seja por mim, que seja para mim.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pensamentos


Metes nojo.
Cada dia que passa mais forte é a náusea, mais forte a vontade de te vomitar.
No teu pedestal de barro quebrado, prestes a desmoronar-se, tens a ilusão que comandas, que ditas as ordens como se de um oficial Nazi se tratasse.
Pensas que oprimes, que amedrontas, que controlas com os teus impropérios dignos do Mercado do Bulhão.
E esse é o teu erro.

Iludes-te!
Seria preciso descer tal maneira de nível, até à lama putrefacta em que te moves para as tuas palavras atingirem ou magoarem.
E isso não é possível.
Vozes de burro não chegam aos céus, já diz o ditado.
De novo o desespero, o vale tudo, a prepotência de quem se julga acima de tudo e de todos, até dos valores mais sagrados.
A tua desgraça.
Não tens qualquer tipo de pudor, de constrangimento, na verdade nem deves saber o que isso é, em usar inocentes como moeda de troca para atingires os teus objectivos.
E pensas que consegues….. ficas feliz no teu buraco obscuro, como uma aranha tecendo a sua teia, usando-os como isco para  te poderes alimentar. Mas com isso vais sugando toda a sua vitalidade, energia, inocência… sim, todo o mal que fazes, é a eles que atinges primeiramente.
Mas nem isso te demove. E logo tu que apregoas aos sete ventos "a amizade", "a conciliação", "os cuidados extremosos", o "sacrifício pessoal em prol dos seus" (esta tem piada), mas também a versão da desgraçadinha, acossada, atormentada, quase martirizada, a passar privações, (apesar de extorquir mensalmente e para si, uma quantia milionária, impensada, proibitiva até, que deixa quem realmente precisa revoltado com tamanha ganância.), numa peça teatral altamente encenada com o intuito de tapar os olhos.
Sim, só que é com uma peneira.
Mentira!!!
É tudo mentira!!!
E todos vêem, todos sabem!!!
E mesmo assim, pensas que consegues……
Na tua cruzada tirânica e calculista, na busca do teu "Santo Graal" (leia-se Euros), vale tudo, a maledicência, as mentiras, a extorsão, a afronta, as encenações de violência alegadamente perpetradas contra ti, tudo visando a possibilidade de continuar a "viver de papo para o ar", como até à data, às custas de outrem, sem trabalhar (sim, trabalhar dá trabalho, é uma chatice).
E para isso, vale tudo.
Numa visão amoral, indigna, Maquiavélica em que Os Fins Justificam Os Meios.
Destilas veneno em tudo o que dizes, em tudo o que fazes.
Mas não passas de uma criaturinha medíocre que julga que tem o direito de incomodar e que um dia morrerá do seu próprio veneno.

E esse está próximo!

Te renego ó cabra (as cabras que me desculpem). Nem és digna de existires………..

11/09

Um lapso no tempo...

Sei que estou.
Sinto o chão debaixo dos pés, o vento na cara, sinto os mesmos odores, os sons, a paisagem tão familiar, os mesmo lugares, sim, sei que estou mas é como se eu fosse um fantasma, a vaguear por tudo aquilo que já foi.
A felicidade outrora sentida, perante a descoberta, a novidade é certo, mas principalmente pela cumplicidade na partilha das vivências.
Sim, isso passou.
Sei que estou.
Mas é como se fosse uma sombra, quase imperceptível, uma brisa que sussurra suavemente e que quase não se dá por ela.
Sei que estou.
Mas não sei se mais alguém sabe….
Perco-me em pensamentos, deixo a mente vaguear enquanto o olhar percorre as mesmas casas, as mesmas ruas onde as emoções foram tão fortes. Instintivamente procuro o abraço, o toque, o olhar.
Mas não estão lá.
Ou melhor, até estão, só que bem mais à frente e perdidos em conversas e atenções.
Limito-me a caminhar. Mecânicamente. Calada, sozinha.
Sozinha.
Nada descreve melhor o que sinto do que esta palavra: Sozinha.
Não há solidão maior do que a vivida a dois, a três ou mesmo com uma multidão….. Sozinha!!!!!!!!!!!!!.
O coração vai-se apertando, os olhos começam a arder, a cabeça a latejar.
Continuo a percorrer as ruas, olho para as pessoas, para as montras, numa vã tentativa de me alhear do que sinto.
Tento-me sentir útil, procurando os caminhos, tento até brincar com a situação, continuo.
Cabeça erguida, sem demonstrar o que sinto.
Represento.
Como se numa peça de teatro estivesse.
Rio com piadas e histórias contadas, não a mim, claro (não passo da tal brisa), tento que me olhem, que me ouçam até, mas de cada vez que o faço alguém se intromete, supostamente com algo interessante para dizer e de novo me remeto à condição de "brisa".
Deixo passar.
O coração cada vez mais apertado. A sensação de estar "a mais" cada vez mais forte.
O desejo que tudo acabe rápido.
Noite, silêncio, escuridão, solidão.
A falta de um abraço, de um carinho, de um beijo, de uma atenção, de uma conversa, de algo que me faça perceber que realmente estou aqui.
E que sou importante.
Adormeço.
Agitação, num sono atormentado por sonhos difusos a raiar o pesadelo onde corro, corro, corro, sem nunca chegar a lado nenhum ou sequer sem saber de que corro.
Mais um dia.
Volto a um lugar outrora mágico, mas que agora não passa de um amontoado de pedras, silenciosas, escuras, melancólicas até.
Da floresta cheia de vida, em que a minha imaginação povoou com Elfos, Fadas, Gnomos, onde me senti a Morgaine a namorar o Lancelot, nada resta.
São só árvores rodeadas de folhas mortas, mergulhadas na neblina, tristes, lamentando-se ao vento.
Tal como eu.
Frio.
Tenho frio.
Aperto o casaco, quase tapo a cara, mãos nos bolsos, mas não adianta.
O frio vem de dentro. Vem da alma.
E finalmente choro. Não um choro compulsivo, mas um lamento, uma torrente de lágrimas que não posso conter.
Ninguém nota. O que não é difícil visto continuar sozinha.
Alguém se aproxima, olha para mim.
Fica alarmado perante a minha dor. Penso que me vai abordar.
Fuga.
Preciso de fugir.
Limpo as lágrimas à manga do casaco. Acendo um cigarro e finjo que choro do frio.
Acho que acreditou. Desviou o olhar e seguiu em frente.
Sim, posso sempre usar a desculpa do frio.
Mas não é necessário. Ninguém nota.
Na verdade, quem presta atenção a uma brisa, um fantasma?
Alheio-me.
Encolho-me no meu lugar. Escuto as conversas animadas.
Tento novamente participar, mas é como se falasse uma língua estrangeira que ninguém percebe.
Ninguém presta atenção. Talvez a conversa seja realmente interessante e eu esteja mesmo a mais.
Calo-me. Encolho-me ainda mais no meu lugar e fecho os olhos.
Novamente o desejo que tudo acabe rápido.
De repente dão por mim.
De repente uma dúvida assola. Será que estou bem?
Sim, respondo. Está tudo bem.
Excepto o sentir-me completamente a mais, excepto sentir-me completamente sozinha, penso e sinto sem o dizer.
Aliviados dessa dúvida, desse pequeno e momentâneo vislumbre da realidade, seguem caminho completamente absortos nas suas conversas, nas suas brincadeiras, deixando-me novamente para trás e sem mais me prestarem atenção.
Tenho frio!!!!!!!!!!
Mas será que ninguém vê????????????
Será que ninguém sente????????????
Serei assim tão fantasma que embora peça, rogue, ninguém dá por isso?
O dia acaba.
Um jantar espectacular no meio de tanta animação, claro, rodada a cervejas, eu sei, e no meio de tantas pessoas felizes, alegres, contentes, foi onde mais uma vez fiquei sozinha.
E se fiquei….
Ao ponto de me perguntarem se o "parzinho maravilha" tinha desistido de mim e tinha dado azo aos seus desejos primordiais. Claro que quando disse que o parzinho maravilha era comigo, questionaram se tinha bebido cervejas a mais (logo eu que não gosto de cerveja…) , se estava lúcida o suficiente para perceber que ninguém que ame alguém deixa esse alguém sozinha, principalmente onde estou, deixando-me à espera de de nada……………… Pois……… mas é o que acontece…………!
Aqui estou, olhando as pessoas que se atropelam, mas felizes (olho para um casal de 60 anos……) e eu estou sozinha na mesa, à espera nem sei de quê……!
Algo impensável há tão pouco tempo………..!
Quem antes SEMPRE esteve do meu lado, agora está distante de mim.

E continuo…………… E represento…….. E tenho a cara mais alegre do mundo.
Só eu sei o quanto me dói a Alma………….
Aqui estou, sempre sozinha, olhando para tudo e para todos, a pensar mas que raio estou a fazer aqui!!!!!!!!!!!………….
E é com esse sentimento que me deito e oiço- "Vamos dormir que o tempo de sono é curto!!!"
E claro, vamos dormir. Mesmo que passe a noite a "correr e correr e correr, sem saber de onde a para onde.
Acordo.
Em ZEN recolho os meus pertences…….. Em ZEN percorro o que falta para chegar…………. Finalmente de volta.

Finalmente de volta.
Acomodada ao acento, com a pressão a aumentar, deixo extravasar tudo o que sinto, tudo o que me dói.
E choro.
Mais uma vez ninguém dá por nada…….. aliás nada de mais seria de esperar………. quem liga a uma brisa???????? Mais uma vez a torrente de lágrimas me impede de olhar.
Não quero que ninguém veja,,, que me questionem.
E claro, mais uma vez tantos cuidados para quê?????????????
Ninguém nota!!!!!!!!!
Cheguei!!!!!!!!!!!
Acabou!!!!!!!!!!
E cheguei e o sabor de um café realmente "nosso", me faz acordar para a realidade.
Cheguei!!!!!!!

Felizmente acabou.
Tanto que desejei que acabasse depressa...
E acabou.
Acabou mesmo antes de começar.
Foi um "lapso no tempo".
Só quero esquecer...

01/10